SOLDIER

 

SOLDADOS DA PÁTRIA, ESTAMOS JUNTOS!

  25 de agosto, nascimento de Luis Alves de Lima e Silva, o insigne Duque de Caxias. Muitos de nós, de cabelos embranquecidos, tivemos o privilégio de viver uma época onde, nessa data, a nação reverenciava o guardião supremo da nossa soberania. Nas ruas, nas escolas, nos quartéis, a sociedade brasileira homenageava Caxias lembrando seu heroísmo, qualidades e virtudes. A mídia exaltava o soldado do Brasil, na figura do eterno e glorioso comandante.


   Há quatorze anos, o General Gleuber Vieira escrevia a sua memorável e histórica ordem do dia sob o título “Quanto custa ser Caxias”. Hoje o silêncio das autoridades civis manteria a data inexoravelmente esquecida não fosse o patriotismo das forças armadas brasileiras. Na caserna, ao reverso do que ocorre em triste parcela do segmento civil da sociedade, o Dia do Soldado permanece incólume à nefasta doutrina do “politicamente correto”, onde os tradicionais valores, princípios, virtudes e atributos que forjaram a nacionalidade foram substituídos pelo culto ao engodo, pela desonra, pelas falcatruas, pela ganância da vitória a qualquer preço e custo. Sob a égide sinistra dos novos tempos, onde maus cidadãos maculam diuturnamente o heroísmo e sacrifício dos nossos antepassados, vilipendiando o povo brasileiro, a nação se vê hoje envolvida numa crise sem precedentes.
   

    O Conselho Nacional de Oficiais da Reserva - Sistema CNOR - formado majoritariamente por milhares de oficiais da reserva não remunerada SAÚDA O SOLDADO DO BRASIL, herdeiro cívico de Caxias, Tamandaré e Eduardo Gomes; soldado branco, negro e indígena, que nas vitórias de Guararapes, sob o juramento do “Compromisso Imortal”, uniu, no nascedouro, os conceitos de pátria e exército; soldado do Brasil, invicto, cuja história se confunde com a do país pelo qual tantos se sacrificaram e assim sempre o farão; soldado brasileiro, que derrotou a cavalaria paraguaia impulsionado pelo brado de Mallet em Tuiutí - “eles que venham! Por aqui não entram!”; que vibrou ao comando de Barroso: “o Brasil espera que cada um cumpra o seu dever”, vencendo o inimigo na batalha naval de Riachuelo; soldado alado que escreveu nos céus da Itália páginas gloriosas de nossa Força Aérea.
   

    Soldado do Brasil! Nosso país não é um reduto de traidores, corruptos e sectários. Somos um povo simples, alegre, bondoso, às vezes meio ingênuo, mas profundamente patriota e sempre pronto a defender a grandeza e soberania da nação.
    “Somos da Reserva Atenta e Forte”, proclama a Canção do CPOR. Soldados por formação, em nossas veias circula sangue-verde oliva positivo. Cada um de nós é um soldado-cidadão trabalhando para o progresso do país, mas sempre pronto para, se necessário, ao toque de reunir, voltar a envergar o uniforme verde-oliva que, na verdade, como militares, jamais despimos.
CONSELHO NACIONAL DE OFICIAIS DA RESERVA

   Exército Brasileiro, aqui estamos nós, soldados da Pátria, herdeiros cívicos de Correia Lima. Sabemos o quanto custa ser Caxias. Ao Exército, nossa gratidão, fidelidade, lealdade, dedicação e confiança. Somos os Tenentes da Reserva. E estamos de volta. Dê-nos a missão!

Rio de Janeiro, 21 de agosto de 2015

 

Sérgio Pinto Monteiro - 2° Ten R/2 Art

Presidente do CNOR